Eduardo Mesquita

Planejamento não é garantia de sucesso: A lição que aprendi com dois disquetes vazios

Muitas vezes ouvimos por aí que basta planejar bem para ter resultados garantidos. Sinto te dizer, mas a realidade é mais dura: o planejamento pode ser lindo, mas se a execução for uma “lambança”, o fracasso é certo.

Deixa eu te contar uma história do tempo em que os dinossauros ainda pastavam e a gente usava disquetes.

A maior oportunidade da minha jovem carreira

Anos atrás… ou melhor, muuuitos anos atrás eu recebi o convite para palestrar para a equipe comercial de uma gigante multinacional do agronegócio. Era, até aquele momento, a chance da minha vida. Preparei tudo com um cuidado obsessivo: slides vibrantes, conteúdo profundo, roteiro impecável.

Para não correr riscos, comprei disquetes brancos (uma novidade na época) para diferenciar dos disquettes pretos comuns. Salvei a palestra em dois discos novinhos e os deixei estrategicamente em cima da escrivaninha para pegar na manhã seguinte.

O erro que o planejamento não previu

Acordei cedo, me preparei, fiz minhas orações e, na hora de sair, fui até a escrivaninha, abri a gaveta, peguei a caixa de disquettes e tirei dois disquettes lá de dentro.

Notou alguma coisa errada?

EU, em um lapso bizarro e inexplicável de atenção, ignorei os disquetes que estavam em cima da mesa e peguei dois disquetes virgens de dentro da caixinha.

Cheguei ao evento confiante. Entreguei o primeiro: “Vazio”, disse o técnico. Sorri, seguro da minha redundância, e entreguei o segundo: “Também não tem nada aqui”.

O pânico foi imediato, meu coração caiu dentro do meu estômago. Sem os slides que serviam de muleta para a minha segurança naquela época, perdi o controle. Fiquei nervoso, a palestra foi medíocre e, claro, saí de lá sem contrato nenhum. Foi um soco brutal na minha autoestima.

O que essa “lambança” ensina sobre liderança?

Onde eu errei? Eu planejei a redundância, mas falhei no detalhe da execução.

Muitos profissionais acreditam que o plano é o destino, mas o plano é apenas o mapa. A execução é a caminhada, e é nela que os detalhes te derrubam. Aprendi três lições valiosas naquele dia:

  1. A muleta técnica é perigosa: Se a sua autoridade depende apenas de um slide ou de uma ferramenta, você ainda não domina a sua comunicação.
  2. O detalhe é o mestre: Grandes projetos caem por causa de pequenas negligências na hora da ação.
  3. Resiliência se treina no caos: O erro aconteceu, mas o que me faltou naquele dia foi a capacidade de “segurar o rojão” e entregar o conteúdo no gogó, com a autoridade de quem sabe o que diz.

Não aprenda apenas com os seus erros

É muito mais barato e seguro aprender com as lambanças dos outros. Se você planeja bem, mas sente que “trava” ou se perde quando algo sai do script na hora da execução, você precisa treinar o seu posicionamento sob pressão.

Hoje, eu ensino mentores e líderes a terem uma voz tão firme que, se o “disquete” falhar (ou a internet cair, ou o projetor queimar), a autoridade continua lá, intacta.


Quer dominar a sua comunicação além dos slides?

Eu te ajudo a transformar sua competência técnica em presença real, para que nenhum imprevisto apague o seu brilho profissional. Vamos conversar e ajustar sua execução para que ela seja tão impecável quanto o seu plano.

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Falei? Falei!

Há braços,

Eduardo Mesquita
Psicólogo e Mentor de Oratória & Posicionamento

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