Muitos profissionais acreditam que, para crescer, precisam ser “esponjas” e absorver tudo o que ouvem. Mas a verdade é mais ácida: escutar todo mundo é o caminho mais curto para perder a sua identidade e diluir o seu propósito.
Se você tenta agradar a todos os feedbacks, acaba não sendo ninguém. No mundo do posicionamento profissional e da oratória, o excesso de opiniões externas funciona como uma interferência no seu sinal de rádio: você deixa de ouvir a própria voz.
🫘 O Grão: Quem está na arena com você?
Existe uma regra de ouro na comunicação estratégica: prefira aceitar críticas de quem já construiu algo ou de quem está “suando a camisa” na arena com você.
O feedback de quem nunca subiu no palco, de quem nunca liderou um time ou de quem apenas observa da zona de conforto é, na maioria das vezes, apenas ruído de arquibancada. Para reconhecer e valorizar o seu próprio caminho, você precisa saber separar quem quer te ajudar a construir de quem quer apenas comentar a obra.
🚀 A Dose: O Filtro das Três Colunas
Como mentor, eu sempre sugiro um exercício prático para que o feedback não se torne um fardo, mas uma alavanca. Ao receber uma crítica ou conselho, filtre-o imediatamente em três colunas mentais:
- Útil: Aquilo que você consegue aplicar amanhã para subir o próximo degrau.
- Interessante: Uma perspectiva nova que merece ser guardada, mas que não exige ação imediata.
- Descarte: Opiniões baseadas em projeções alheias, medos de terceiros ou pura falta de contexto.
Foque sua energia apenas no que é útil. O resto é peso morto.
Expresso tomado, insight anotado. O seu posicionamento depende tanto do que você fala quanto do que você escolhe não ouvir. Agora é hora de aplicar e filtrar o que chega até você.
Gostou dessa reflexão? Se esse insight fez sentido para o seu momento profissional, compartilhe com um colega que também precisa calibrar os ouvidos para o que realmente importa.
