Como é que você ganha de um grande campeão de xadrez? A resposta é mais simples do que parece: convide-o para jogar uma partida de truco.
O xeque-mate dele não serve de nada quando você tem um Zap e um Sete de Copas na mão.
No jogo da vida, a verdade é exatamente a mesma. Muita gente está perdendo feio — e se sentindo fracassada — simplesmente porque insistiu em sentar na mesa errada. Para virar esse jogo, o primeiro passo fundamental é aprender a descobrir seus pontos fortes e parar de jogar o jogo dos outros.
O Mito do “Sucesso Idealizado” e a Frustração Crônica
Vivemos em uma cultura que idolatra um padrão único de sucesso. Se a inteligência artificial, o mercado financeiro, a medicina ou o cargo do momento estão em alta, todo mundo corre para tentar decorar as regras desse tabuleiro específico.
O grande problema? Nem todo mundo nasceu para o xadrez.
Insistir em uma carreira ou em um projeto que não combina com a sua natureza gera duas consequências graves:
- Frustração crônica: O sentimento de que você está sempre se esforçando ao máximo, mas sem sair do lugar.
- Falsa sensação de incompetência: Você começa a acreditar que o problema é a sua capacidade, quando, na verdade, o problema é apenas o cenário.
Quando você gasta toda a sua energia tentando corrigir desesperadamente as suas fraquezas, sobra pouco tempo para o que realmente importa: descobrir seus pontos fortes e potencializá-los.
Por Que Você Deve Parar de Jogar o Jogo dos Outros?
Mudar o cenário muda tudo. Quando você começa a concentrar a sua atenção nos seus talentos naturais, você para de aceitar os desafios dos outros e começa a escolher as suas próprias batalhas.
Não se trata de fugir do esforço ou procurar o caminho mais fácil. Trata-se de direcionar a sua energia para onde você tem tração natural. É a diferença exata entre nadar contra a correnteza ou surfar a onda certa. É reconhecer, respeitar e valorizar quem você é.
O escritor Hermann Hesse dizia que devemos buscar os caminhos “que têm coração”. Um caminho com coração é aquele que se alinha com a sua essência, não com o que a cartilha do sucesso imediato dita.
Se o seu talento é a lábia, o blefe e a leitura de pessoas (o bom e velho truco), por que você ainda está gastando horas tentando calcular vinte movimentos à frente em um tabuleiro de xadrez que você odeia?
Como Descobrir Seus Pontos Fortes e Mudar de Mesa
Se você quer parar de ser um enxadrista mediano e se tornar um mestre no seu próprio jogo, o processo de autoavaliação exige três passos simples:
- Identifique a sua tração natural: Em quais atividades as pessoas costumam te elogiar? O que você faz com facilidade enquanto os outros sofrem para entregar?
- Avalie o seu nível de energia: Quais tarefas te deixam energizado e quais parecem sugar a sua alma?
- Escolha a mesa certa: Procure ambientes, profissões ou projetos que remunerem e valorizem exatamente as habilidades que você já possui.
Dica de Ouro: Pode ser que você não seja a pessoa da lógica fria e exata, mas seja o mestre da criatividade, da empatia ou da execução rápida. Tudo isso é ouro no mercado certo.
Conclusão: Vá Procurar a Sua Mesa de Truco
Quando você foca em descobrir seus pontos fortes e joga onde é genuinamente bom, as suas chances de vitória deixam de ser uma questão de sorte. Elas passam a ser, puramente, uma questão de tempo.
As regras do mercado mudam o tempo todo, mas quem conhece as próprias cartas nunca fica na mão. Pare de tentar se encaixar em fôrmas que não foram feitas para o seu tamanho.
Deixe o xadrez para os enxadristas. Vá procurar a sua mesa de truco e comece a vencer jogando o seu próprio jogo!
Falei?
Falei!
Eduardo Mesquita
Psicólogo e Mentor de Oratória & Posicionamento
Top 1 Profissionais de Comunicação LinkedIn Brasil (Favikon)
