A segurança na comunicação não mora no que você planeja fazer, nem no que você “queria” ter feito. A segurança mora no tempo presente.
Muitas vezes, em mentorias, percebo que um detalhe aparentemente minúsculo faz toda a diferença na percepção de autoridade de um profissional: o tempo verbal escolhido.
O Problema do Condicional
Verbos na condicional — como “gostaria”, “queria”, “poderia” — transmitem, inconscientemente, uma sensação de dúvida ou hesitação. Quem usa o condicional parece estar, o tempo todo, pedindo permissão para existir, para ocupar espaço ou para se posicionar no mercado.
É o que chamo de linguagem da retaguarda. Você se protege atrás de um verbo flexível para não ter que assumir a responsabilidade total pela afirmação.
A Dose de Autoridade: Presentifique sua fala
Se você quer ser visto como uma autoridade, sua fala precisa ser afirmativa. O mercado não busca quem “gostaria de sugerir”, ele busca quem tem clareza sobre o que propõe.
Veja a evolução da força na sua comunicação:
- Nível 1 (Hesitante): “Eu gostaria de sugerir uma mudança…”
- Nível 2 (Desejo): “Eu quero sugerir uma mudança.”
- Nível 3 (Ação): “Eu vou sugerir uma mudança.”
- Nível 4 (Autoridade): “Minha sugestão para este caso é X.”
Ao “presentificar” o seu discurso, você elimina o ruído da dúvida e entrega confiança para quem está ouvindo. Você deixa de ser alguém que pede licença e passa a ser alguém que lidera a conversa.
Insight para levar para a prática
Risque o “eu gostaria” do seu vocabulário hoje mesmo. Comece a observar suas reuniões e e-mails: onde você está usando o condicional como uma muleta de segurança?
Expresso tomado, insight anotado. Agora é hora de aplicar. ☕🚀
Quer ver o que acontece quando você fala de forma hesitante e sem força? Confere AQUI NESSE POST.
Eduardo Mesquita
Psicólogo e Mentor de Oratória & Posicionamento.
Top 1 LinkedIn Brasil | Top 19 Mundial (Comunicação)
